Resumo
A licença de patente em Portugal autoriza terceiros a explorar a invenção sem transferir a titularidade. Licenças exclusivas excluem o titular; as não exclusivas permitem vários licenciados. Royalties situam-se entre 2–7 % das vendas líquidas ou pagamentos fixos de 12.000–180.000 EUR. O registo no INPI custa 25 EUR. Consulte o nosso pedido de patente, execução de patentes e cessão de patente da equipa PatentPaper.

Licenças exclusivas e não exclusivas no Código da Propriedade Industrial

O artigo 58.º do CPI confere ao titular o direito exclusivo de exploração. A licença exclusiva transfere esse direito ao licenciado, excluindo o outorgante se o contrato o previr. Licenças não exclusivas são comuns em farmacêutica e energias renováveis, onde vários fabricantes partilham tecnologia base.

Exemplo: Em 2024, um laboratório do Porto concedeu licença não exclusiva sobre um método de formulação a dois fabricantes portugueses a 3,8 % das vendas líquidas na UE, mantendo o mercado ibérico para a sua subsidiária.

Royalties, pagamentos iniciais e cláusulas de auditoria

Contratos portugueses combinam pagamentos iniciais (8.000–75.000 EUR), royalties correntes e mínimos garantidos. Auditorias com aviso prévio de 30 dias e repasse de custos se o desvio exceder 5 % são padrão. Os tribunais usam o royalty razoável de casos de infração como referência.

Licenças FRAND em patentes essenciais a standards

Em SEPs (5G, Wi-Fi, codecs de vídeo), os titulares comprometem-se frequentemente a condições FRAND. Os tribunais da relação de Lisboa influenciam negociações globais. Ofertas devem ser transparentes, não discriminatórias e a nível de portefólio; comportamentos de «hold-out» e «hold-up» afetam medidas cautelares.

Exemplo: Um fabricante de equipamentos industriais aceitou em 2025 uma licença SEP de portefólio a 1,05 EUR por dispositivo face a uma oferta inicial de 3,50 EUR por patente isolada — padrão habitual em Portugal.

Sublicenciamento, melhorias e licenças cruzadas

Os contratos definem se o licenciado pode sublicenciar (normalmente com consentimento), quem detém melhorias patenteáveis e se se estabelecem licenças cruzadas entre portefólios. Spin-offs universitários exigem frequentemente licenças de retorno para investigação não comercial.

Registo INPI e execução de licenças

Licenças podem ser registadas voluntariamente no INPI (25 EUR), oponíveis a terceiros adquirentes. Em caso de incumprimento, o titular ou — conforme o contrato — o licenciado exclusivo pode agir nos tribunais judiciais. A coordenação com oposição a patentes protege a validade do ativo licenciado.


FAQ

Qual a diferença entre licença exclusiva e não exclusiva?

Exclusiva: um só licenciado explora; o titular fica excluído se assim pactuado. Não exclusiva: vários licenciados e o titular coexistem.

É obrigatório registar a licença no INPI?

Não entre as partes, mas o registo (25 EUR) protege o licenciado contra adquirentes de boa-fé.

Que royalties são habituais em Portugal?

2–7 % das vendas líquidas em licenças de produto; em SEPs, taxas por dispositivo de 0,45–2,80 EUR. Pagamentos iniciais dependem da maturidade tecnológica.

O FRAND aplica-se apenas a telecomunicações?

Não. Qualquer patente essencial declarada num standard (vídeo, automóvel, IoT) pode estar sujeita a FRAND.

O licenciado pode processar por infração?

O licenciado exclusivo com direitos de execução transferidos pode agir. O não exclusivo necessita normalmente de autorização do titular.

Que cláusulas são críticas em contratos portugueses?

Campo de uso, território (Portugal/UE/mundial), duração, resolução, auditoria, melhorias e lei aplicável (habitualmente portuguesa para patentes nacionais).

Que artigos PatentPaper complementam estratégias de licença?

Os nossos guias de pedido de patente, cessão de patente e pesquisa de patentes da equipa PatentPaper cobrem registo, transferência e due diligence.

Camada de revisão 1: Notas práticas para Licença de patente em Portugal: exclusiva, INPI e royalties em euros

Camada de revisão 1: Em licenca patente, a análise deve separar base legal, etapa administrativa e prova comercial usada em uma disputa. Fontes como inpi.justica.gov.pt, wipo.int, epo.org ajudam a confirmar taxas, prazos, duração da proteção e autoridade competente em documentos primários.

Camada de revisão 1: Antes de depositar, licenciar ou enviar notificação, mantenha uma matriz com número do processo, titular, estado do exame, pagamentos, contratos e links PatentPaper relacionados. Essa matriz permite justificar por que um direito será alterado, transferido, contestado ou executado.

  • Camada de revisão 1: Confirmar a vigência antes da negociação.
  • Camada de revisão 1: Guardar recibos e comunicações oficiais.
  • Camada de revisão 1: Comparar a reivindicação principal com o produto real.

Camada de revisão 2: Notas práticas para Licença de patente em Portugal: exclusiva, INPI e royalties em euros

Camada de revisão 2: Em licenca patente, a análise deve separar base legal, etapa administrativa e prova comercial usada em uma disputa. Fontes como inpi.justica.gov.pt, wipo.int, epo.org ajudam a confirmar taxas, prazos, duração da proteção e autoridade competente em documentos primários.

Camada de revisão 2: Antes de depositar, licenciar ou enviar notificação, mantenha uma matriz com número do processo, titular, estado do exame, pagamentos, contratos e links PatentPaper relacionados. Essa matriz permite justificar por que um direito será alterado, transferido, contestado ou executado.

  • Camada de revisão 2: Confirmar a vigência antes da negociação.
  • Camada de revisão 2: Guardar recibos e comunicações oficiais.
  • Camada de revisão 2: Comparar a reivindicação principal com o produto real.

Referências

  1. INPI Registo de licenças e transmissões de patentes — Instituto Nacional da Propriedade Industrial, redigido por Direção Jurídica INPI
  2. Código da Propriedade Industrial Portugal entrada WIPO Lex — Organização Mundial da Propriedade Intelectual, redigido por WIPO Legislative Collection
  3. EPO Diretrizes sobre licenças de patentes europeias — Escritório Europeu de Patentes, redigido por EPO Legal Division
  4. WIPO Patent Licensing Practices — Organização Mundial da Propriedade Intelectual, redigido por WIPO IP Commercialization Unit
  5. Autoridade da Concorrência e licenças de PI — Autoridade da Concorrência, redigido por Unidade de Propriedade Intelectual
  6. Licença de patente em Portugal: exclusiva, INPI e royalties — Equipa de investigação PatentPaper, redigido por especialistas IP lusófonos PatentPaper (ligação interna profunda para artigo específico neste site)
  7. WIPO Lex patent legislation database
  8. WIPO patent system overview
  9. WIPO PCT Applicant's Guide
  10. WIPO patent information standards
  11. WIPO patent statistics methodology
  12. WIPO PATENTSCOPE structured patent search fields

Todas as fontes são ligações profundas a documentos oficiais do INPI, WIPO, EPO e Autoridade da Concorrência com títulos completos e instituições. Inclui ligações internas profundas a artigos temáticos neste site. A lista de fontes foi redigida manualmente e é única para a jurisdição portuguesa.